Não te guies pela sabedoria escolar, os livros não passam disso mesmo, páginas repletas de informação comprovada cientificamente mais jamais genuinamente sentida.
A verdadeira sabedoria está no asfalto das ruas, nos rostos cansados e enrugados daqueles que nelas viveram. Está em todos aqueles aos quais a vida não quis dar voz, a todos aqueles a quem ela incutiu o silêncio e roubou as oportunidades. Médicos, advogados, meras personagens. Conversa com o vizinho de rosto apagado ou com o mendigo da praça pública, aprende o que de facto é viver e todas as loucuras e dificuldades que vêm incutidas com essa palavra.
Não desprezes aqueles que não trouxeram de bagagem um brilhante plano que passava por possuir um papel formalmente dirigido a um dos milhares de nomes que ninguém lê com atenção, não te sintas feliz por possuir escrita nesse mesmo papel a palavra “licenciado”. No final, a verdadeira felicidade vem com a verdadeira sabedoria, e essa tu só a encontras no lado negro e difícil das coisas, sabedoria de rua, sabedoria de quem foi obrigado a saber mais do que aquilo que pediu nas manhãs de natal.
Rasga os livros, os cadernos e todos esses objectos de cegueira intelectual, aprende o que é real e não o que te é imposto, olha nos olhos de quem te fala e riposta. Saber é poder, e as palavras são a maior arma existente.
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